quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sobre mim...

 
Sobre mim...

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!"

"Não me provoque, tenho armas escondidas...
Não me engane, posso não resistir...
Não grite, tenho péssimo hábito de revidar...
Não me magoe, meu coração já tem muitas mágoas...
Não me deixe ir, posso não mais voltar...
Não me deixe só, tenho medo da escuridão...
Não tente me contrariar, tenho palavras que machucam...
Não me decepcione, nem sempre consigo perdoar...
Não espere me perder, para sentir minha falta..."

Obrigada, Clarice Lispector, por descrever tão bem algumas coisas que eu penso e sinto.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Um amor procuro

"Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer".

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

VENHA, POR FAVOR !

Encontrei esse texto por acaso em uma publicação de uma aluna em uma rede social. Achei bastante interessante, por demonstrar sentimentos e atitudes que muitas vezes são muito presentes no cotidiano das pessoas consideradas normais. Algumas das rotinas da vida podem parecer tão simples e detalhes irrelevantes, que só pessoas um pouco mais que normais conseguem descrevê-las tão bem como este autor:




Venha, por favor.
Eu espero alguém que não desista de mim mesmo quando já não tem interesse. Espero alguém que não me torture com promessas de envelhecer comigo, que realmente envelheça comigo. Espero alguém que se orgulhe do que escrevo, que me faça ser mais amigo dos meus amigos e mais irmão dos meus irmãos. Espero alguém que não tenha medo do escândalo, mas tenha medo da indiferença.

Espero alguém que ponha bilhetinhos dentro daqueles livros que vou ler até o fim. Espero alguém que se arrependa rápido de suas grosserias e me perdoe sem querer. Espero alguém que me avise que estou repetindo a roupa na semana. Espero alguém que nunca desista de conversar mesmo quando não sei mais falar. Espero alguém que, nos jantares entre os amigos, dispute comigo para contar primeiro como nos conhecemos.

Espero alguém que goste de dirigir para nos revezarmos em longas viagens. Espero alguém que confie se a porta está fechada e o café desligado, se meu rosto está aborrecido ou esperançoso. Espero alguém que prove que amar não é contrato, que o amor não termina com nossos erros. Espero alguém que não se irrite com a minha ansiedade. Espero alguém que possa criar toda uma linguagem cifrada para que ninguém nos recrimine. Espero alguém que arrume ingressos de teatro de repente, que me sequestre ao cinema, que cheire meu corpo suado como se ainda fosse perfume.

Espero alguém que não largue as mãos dadas nem para coçar o rosto. Espero alguém que me olhe demoradamente quando estou distraído, que goste de me telefonar para narrar como foi seu dia. Espero alguém que procure um espaço acolchoado em meu peito quando cansada. Espero alguém que minta que cozinha e só diga a verdade depois que comi. Espero alguém que leia uma notícia, veja que haverá um show de minha banda predileta, e corra para me adiantar por e-mail. Espero alguém que ame meus filhos como se estivesse reencontrando minha infância e adolescência fora de mim.

Espero alguém que fique me chamando para dormir, que fique me chamando para despertar, que não precise me chamar para amar. Espero alguém com uma vocação pela metade, uma frustração antiga, um desejo de ser algo que não se cumpriu, uma melancolia discreta, para nunca ser prepotente. Espero alguém que tenha uma risada tão bonita que terei sempre vontade de ser engraçado.

Espero alguém que comente sua dor com respeito e ouça minha dor com interesse. Espero alguém que prepare minha festa de aniversário em segredo e crie conspiração dos amigos para me ajudar. Espero alguém que pinte o muro onde passo, que não se perturbe com o que as pessoas pensam a nosso respeito. Espero alguém que vire cínico no desespero e doce na tristeza. Espero alguém que goste de domingo em casa, de acordar tarde e de andar de chinelos, e que me pergunte o tempo antes de olhar para as janelas.

Espero alguém que me ensine a me amar porque a separação apenas vem me ensinando a me destruir. Espero alguém que tenha pressa de mim, eternidade de mim, que chegue logo, que apareça hoje, que largue o casaco no sofá e não seja educada a ponto de estendê-lo no cabide. Espero encontrar uma mulher que me torne novamente necessário.


(Fabrício Carpinejar)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Deixar de ser quem se era.... será possível?

Será possível? Será melhor? Pensei sobre isso hoje.
Será que as pessoas que escrevem sobre isso já passaram por situações parecidas com as que pessoas apegadas e extremamente vinculadas já passaram... Não sei, ao meu ver há um pouco de falta de empatia com um monte de regras dessas, desvinculadas da realidade de cada um, que é única.
Mas acho que vale a pena ler e pensar sobre o assunto...

Pense aí:


Deixe de ser quem era 

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. 
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo
enquanto não entender as razões que levaram certas coisas,
que eram tão importantes e sólidas em sua vida,
serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã...
Todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante,
e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios,
filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais,
amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora
e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!)
destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração, e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda:
isso o estará apenas envenenando e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego que não têm data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo,
sem aquela pessoa... 
Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco,
limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
(Paulo Coelho)

Ficaram as canções, mas você não ficou.

Pensando em amores, paixões e relacionamentos...
Refleti sobre acreditar ter encontrado o amor mais verdadeiro, a amizade mais pura, o amor mais amigo... "o par". 
Nessa história houve muita música, muito papo, muitas viagens, muitos sorrisos, além de todo o outro lado que eu não quero citar pra não contaminar essa postagem com lembranças ruins.
Foram tantas construções, me fizeram acreditar numa mutualidade, numa reciprocidade de sentimentos...
Sei que muito disso foi real, a questão é, por que não ficou?
Eu fui bem diferente de tudo, me superei, superei os limites, me tornei alguém melhor depois de tudo isso, alguém que passou a valorizar aspectos realmente importantes da vida e das relações.
Me tornei alguém exatamente como se deseja um par. Aquela companhia que realiza seus maiores gostos, que elogia seu mais simples detalhe, valoriza suas características mais importantes, que é fiel à sua amizade e que te defende sem você pedir, pelo fato de acreditar em você, no seu melhor. Rompi medos, quis fidelizar e fiz pedidos que custam ser feitos por muitas pessoas. 
Quis dar o melhor, o melhor de mim, o melhor pra você, pelo simples fato de achar que você merecia o melhor. A melhor pessoa, namorada, companhia, amiga, o melhor presente, o melhor sorriso, o melhor elogio, o melhor jantar, o melhor cuidado, o melhor par.
Acredito no quanto você fez por mim e que fui incapaz de notar, enquanto esse processo não estava terminado em mim, no quanto que desperdicei momentos, sentimentos e sorrisos únicos, incríveis, por falta de maturidade e chatice. Daria tudo pra voltar no tempo e ter acreditado em tudo e ter dado tudo de mim pra consolidar esse amor. 
Fico me perguntando, por que será que é tão difícil "olhar pro mundo e ver" que as coisas não estão mais do jeito que você acreditava ser o melhor, o mais confortável.
Fico pensando sobre o fato de ter acreditado no amor, no quanto eu merecia o amor de alguém tão especial por já ter almejado isso há tanto tempo, e finalmente, quando achei que tinha encontrado a felicidade, tive que vê-la escorregar por entre meus dedos, com um azeite, que escorre lento e que você tenta deixar melando a mão, mas embora demore a secar, uma hora se esgotará....
A vida é cheia de questões abertas, lacunas que talvez tenham a única função boa de nos permitir parar e refletir sobre a propria vida, porque tirando isso, só trazem dor, nostalgia, saudade.
Eu não sei do futuro, sei do quanto cativo e me deixei cativar, se essa medida for suficiente, talvez haverá um laço eterno, não por força, mas por natureza.

Pensei nesta canção, quando vi alguém querido citar um trecho seu hoje, talvez ela consiga expressar melhor que eu, sobre os sentimentos que vigoram no presente momento, dentro de mim.



As Canções Que Você Fez Pra Mim 


Hoje eu ouço as canções que você fez pra mim
Não sei por que razão tudo mudou assim
Ficaram as canções e você não ficou
Esqueceu de tanta coisa que um dia me falou
Tanta coisa que somente entre nós dois ficou
Eu acho que você já nem se lembra mais

É tão difícil olhar o mundo e ver
O que ainda existe
Pois sem você meu mundo é diferente
Minha alegria é triste

Quantas vezes você disse que me amava tanto
Tantas vezes eu enxuguei o seu pranto
Agora eu choro só sem ter você aqui

Esqueceu de tanta coisa que um dia me falou
Tanta coisa que somente entre nós dois ficou
Eu acho que você já nem se lembra mais

É tão difícil olhar o mundo e ver
O que ainda existe
Pois sem você meu mundo é diferente
Minha alegria é triste

Tantas vezes você disse que me amava tanto
Tantas vezes eu enxuguei o seu pranto
E agora eu choro só sem ter você aqui

Roberto Carlos

quarta-feira, 25 de julho de 2012

amar ou temer?

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. 
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. 
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. 
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! (...)"

Clarice Lispector.

A vida...


sexta-feira, 8 de junho de 2012

O pequeno príncipe e o tesouro

Um pequeno príncipe que havia perdido tudo o que tinha (algo que ele considerava seu maior tesouro),
frente a um precipício ao qual atiraria-se, sentou-se e iniciou uma profunda reflexão sobre sua vida...


Há algum tempo, por conta de inúmeras circunstâncias da vida, ele vinha acreditando ser pior, inferior, menor...
Que outras pessoas
Que outros comportamentos
Que outros modelos
Que outros gêneros....
Que histórias que já tinham-se findado, ou seja, não ficaram PRESENTES, mas por conta de seus sentimentos de inferioridade, ele as julgava com enorme valor em relação a si próprio.


Mas algo dentro de si, talvez uma pequena força que nem ele próprio sabia que existia, começou a se mover a seu favor. Muito lentamente, muito fracamente, mas PRESENTE.
Essa força foi-lhe fazendo pensar, repensar e começar a acreditar que talvez ele fosse alguém especial, do bem e não do mal, do demônio, ou do lixo, das fezes, e que portanto, merecia mais respeito por si mesmo e o respeito dos outros para consigo.
Este processo ainda está se movendo em modo silencioso, lento, fraco...
Leva o pequeno príncipe a pensar que talvez seja muito mais controlado e estável que muita gente que se julga melhor e equilibrada. 
Ele chega a essa conclusão, que lhe faz tentar superar toda sua inferioridade, a partir do momento em que percebe que as pessoas, para ele, não viram lixo de uma hora pra outra!
E o que ele sente pelas pessoas é algo verdadeiro e duradouro, não somente palavras vazias perdidas no vento e no tempo.


"Milhões de frases sem nenhuma cor" é o trecho da canção que mais lhe toca no momento.




E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.

E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.



Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo... Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Antoine de Saint-Exupéry

RE TA LHOS

Re - ta - lhos

"No fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia."  

"Ou talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor."

segunda-feira, 21 de maio de 2012




‎"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."  

"Meu coração tá ferido de amar errado."


"Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos."

"É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado."

"Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém."

"Quem diria que viver ia dar nisso?"

"Mas sempre me pergunto por que, raios, a gente tem que partir. Voltar, depois, quase impossível."

"Loucura, eu penso, é sempre um extremo de lucidez. Um limite insuportável."

"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra."

"A gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro."

"No fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia.

"Ou talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor."

"Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates..."

"Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois."

"A vida é agora, aprende."

"Quando você sente saudade demais de uma pessoa, então começa a vê-la nas outras, em todos os lugares."

"Mas a gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros."

"Às vezes penso que tornam de propósito as coisas mais duras do que realmente são, só pra ver se eu reajo, se eu enfrento."

"É preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro."

"A verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou."



Caio F Abreu 

O MUNDO DENTRO DA PELE






"Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo."                        

 Pessoa, F.

domingo, 15 de abril de 2012

FLOR DO DESTINO


Flor do Destino

Nilson Chaves

Te amei assim como água de chuva
Que vai penetrando pra dentro do mundo
Te bebi assim como poço de rua
Que eu olhava dentro mas não via o fundo
Tu me deste um sonho
Eu te trouxe um gosto de tucumã
Tu me deste um beijo
E a gente se amou até de manhã
Veio o sol batendo
E nos despertou
Da gente virando terra, mato,
Galho e flor
Água de riacho é clara e limpinha
Mas às vezes turva com a chuva violenta
Teu amor é um papagaio que xina
Dentro do silêncio da tarde cinzenta
E o amor é um rio
Profundo rio
De muitos sinais
Onde os barcos passam
Conforme o vento deseja e faz
Ai que ainda me lembro
Disso que ficou
Da gente virando terra, mato,
Galho e flor

domingo, 18 de março de 2012

Quem irá nos proteger?



Pensando no quanto que um relacionamento precioso precisa ser protegido... no quanto que pessoas que amamos devem ser perdoadas e acolhidas... no quanto que precisamos estar atentos para cuidar do que amamos... Encontrei esta linda canção da Vanessa da Mata, que fala muito bem sobre isso...



Quem Irá nos proteger?
Você conta por ai
Da nossa felicidade
Mas nem todos podem ouvir
Meu bem, meu bem, meu bem
Ouça o mau tom do alheio
Quem irá nos proteger?
Nosso amor é um caso sério
Só nós dois sabemos ser
Se não um amor assim tão raro
Pra tantos é tão caro
Pouca gente pode ter

Tão desejado
Meu amor, meu amor, meu amor
A inveja é a vontade de ter o que não é seu
O ciúme é o medo
De tomarem o que é meu

Não nos sirva a ninguém
Dê à ingenuidade adeus
Muitos querem se vestir
Do que não lhes fica bem
Sempre imitando o alheio
Maledicenciando em vão
Não nos sirva a ninguém
Dê à ingenuidade adeus
Você conta por ai
Da nossa felicidade
Mas nem todos podem ouvir
Meu bem, meu bem, meu bem
Ouça o mau tom do alheio
Quem irá nos proteger?
Nosso amor é um caso sério
Só nós dois sabemos ser 
Príncipe sem um tostão
Sim. Era pra você a carta de amor
Que disseram ser para um terceiro

Preparei a nossa casa
Chame alguém para um café
Nosso amor é nossa cama
Não empreste a ninguém, não

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Gosto e não gosto do inverno...


Gosto e não gosto do inverno...

Gosto porque com ele vêm a expectativa e a alegria de um novo, novas etapas, um novo curso, um novo grupo de trabalho, pessoas maravilhosas que conhecemos e que vão ficar por muito tempo em nossas vidas... Há o friozinho gostoso das tardes... há a esperança de um novo ciclo, a alegria dos presentes de natal que foram dados e recebidos, o caderno e a agenda nova comprados com tanto entusiasmo e carinho... os planos, as metas... tudo isso acontece nesses tempos de chuva... das tardes frias, aconchegantes, muitas vezes...
Por outro lado, há a ausência do calor... há a falta daquele que vai partir ou já se foi, a ansiedade da etapa não cumprida, do desejo não realizado, das metas em aberto... as mangas caem com toda sua fúria sobre nossos parabrisas, até elas sentem o lado desesperador do inverno...




a tristeza de uma tarde fria, da vida de espera por um milagre que não acontece, dos planos nem traçados ou não alcançados, do ócio que consume algumas tardes e invade a alma e a produção humana algumas vezes....
A pior de todas as dores dos invernos, é a saudade, saudade dos que já estão indo embora,

dos que já foram, e principalmente daqueles que vão embora e nunca mais voltarão, pelo menos não da mesma forma... e como dizia Lispector, "a saudade é como a fome", ou seja, à medida que o tempo passa ela aumenta, até que você se alimente....